Uma batalha entre a inveja e o carisma
É muito fácil esquecer que quem começou a combinação de votos para tomar conta do programa foi Alberto & Cia. É muito fácil posar hoje de coitados dizendo que Alemão, Íris e Fani ameaçavam um grupo de cinco pessoas. É muito fácil esquecer que tudo começou calcado no inveja que o trio despertou por estar se destacando no programa. É muito fácil esquecer que Íris sempre incomodou o Alberto porque concorria com ele em suas origens caipiras. Se Fani, Diego e Íris estivessem com combinação de votos desde o início do jogo não estariam na situação difícil em se encontram a esta altura dos acontecimentos. A ameaça do trio jamais foi por sua estratégia de jogo e sim porque eles brilhavam enquanto o restante apenas se consumia em despeito. Esta é a história do "BBB7", podem deturpar o que quiserem, alegar direito de se fazer o jogo que queiram dentro da casa, mas não podem mascarar quem iniciou a perseguição e os motivos que levaram a ela. Alberto fez a cabeça de um por um, na Festa Medieval tudo o que ele, Analy, Bruna, Carol e Airton conseguiam conversar era sobre o jogo e em como derrubar Íris e Diego. Enquanto o casal aproveitava a Festa para tentar se acertar, Alberto & Cia só pensava em jogo, jogo e jogo. Direito de jogar todos têm, só não tem o direito de colocar o passado para debaixo do tapete tentando justificar um conjunto de atitudes que no momento está fazendo com que Alberto e sua turma estejam ganhando o jogo. Interessante que eles estão ganhando e nem mesmo aqueles que acreditam e gostam do G5 conseguem comemorar, apenas continuam justificando suas atitudes tentando denegrir a imagem de Diego e Íris. Por que não existe felicidade na vitória do Alberto? Porque eles sabem como a construíram, sabem que se colocaram contra o público porque não tiveram a capacidade de conquistá-los e não haveria edição favorável da direção que fizesse de um grupo completamente sem carisma o centro do programa, que tem como intenção apenas divertir os telespectadores da emissora. O "Big Brother Brasil" não é programa cultural, nunca foi e nunca pretendeu ser. Talvez o aspecto mais interessante do programa seja a observação das relações humanas e seu comportamento perante o conflito e o confinamento. Afinal, o que é jogar o "BBB"? Alguém sabe? Pois eu não tenho a mínima idéia, em minha opinião, os participantes do jogo estão lá para conquistar um milhão de reais e divertir o público. Se o G5 tivesse pessoas maravilhosas, carismáticas, engraçadas, interessantes, cultas eu até entenderia a indignação contra o favoritismo pelo Alemão e Íris, no entanto, eles foram incapazes de produzir uma única cena que pudesse prender o interesse de um público que liga a televisão para se divertir. O que fez Analy nestes dois meses? Apenas contou a história de todas as edições do programa, empinou seu nariz mostrando prepotência e desprezo pelo público, tanto em palavras quanto em atitudes. Ela chamou o público de burro diversas vezes, mas pelo ponto de vista de quem a defende ela deve poder nos chamar de burros, não? Afinal ela deve ser superior a todos nós em algum sentido. Talvez sejam suas experiências de quem morou no exterior que a qualifique para ser tão superior a nós. Pensamento pequeno, de gente colonizada e que endeusa os nossos primos ricos do Norte e os nossos colonizadores europeus. O Brasil para este tipo de pessoas é formado por um povo burro e incompetente. Que vão embora de vez morar em Londres ou Nova York e serem tratados como pessoas de terceira categoria. Fariam um favor para todos nós. E a Bruna? Menina iluminada por Deus, a quem ele abençoou para aprontar qualquer coisa pois ele estava presente e avalizando suas decisões. Coitado de Deus! Nunca seu nome foi tão usado em vão. Deus não participa em decisões de jogo, principalmente num jogo que lida com vidas humanas onde a usura é a tônica das relações desenvolvidas na casa. Mas ele é evocado para justificar toda espécie de atitude cujo único fim é prejudicar alguém para ganhar dinheiro. Tudo bem que o "BBB" joga com estes valores, mas eles estão muito longe de serem valores divinos ou que tenham o dedo de Deus envolvido nesta história. O que fez Alberto, Carol e Airton além de mostrarem uma capacidade de invejar o outro como em nunca vi em nenhum jogador de "BBB" e em nenhuma das seis edições anteriores? Eles mal disfarçam os olhares e as expressões de descontentamento. Foi assim na discussão da Analy e Carol com Íris quando os olhos esbugalhados de Carollini mostrava sua fúria por não ter o brilho de Irislene Stefanelli. Foi assim na expressão do Airton na varanda quando Diego contava para ele suas intenções com Íris, seu olhar e expressão não conseguiam esconder a inveja que um homem sente pelo outro por ser mais bonito e ter sucesso com as mulheres. Portanto, não venha aqui defender o G5 como se eles fossem um grupo interessante que deixou de ter oportunidades por culpa exclusiva de algum favoritismo que possa ter ocorrido. O G5 são um bando de pessoas sem cultura, desinteressante e sem carisma, por isto tiveram o que mereceram, ou seja, nenhum destaque para o público. Simples assim.


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